Uma ferida no pé de quem tem diabetes envolve mais do que a pele. Entenda a relação entre sensibilidade, circulação e pressão — e como o oxigênio hiperbárico contribui para a defesa e a construção de novo tecido.

O que a hiperbárica acrescenta ao tratamento
Cicatrizar exige um ambiente em que as células consigam trabalhar: sangue chegando ao local, oxigênio disponível, infecção controlada e proteção contra novas agressões. A oxigenoterapia hiperbárica, ou OHB, atua na oferta de oxigênio. Durante a sessão, a pessoa respira oxigênio em uma câmara com pressão superior à do ambiente.
Essa combinação aumenta o oxigênio dissolvido no plasma, a parte líquida do sangue, e amplia sua disponibilidade aos tecidos. Na ferida, o benefício buscado é oferecer melhores condições para a defesa celular, a formação de colágeno e outros processos envolvidos na cicatrização. É uma contribuição especialmente relevante quando a baixa oxigenação se torna um obstáculo à recuperação. UHMS: fundamentos do tratamento de feridas
A OHB se soma ao tratamento da lesão e do diabetes. Neste guia, você verá como cada parte se conecta: proteger o pé, cuidar da circulação e oferecer oxigênio aos tecidos são tarefas que se complementam. O objetivo do conjunto é favorecer a cicatrização e preservar a função do pé.
Por que uma pequena lesão pode se tornar importante
O termo “pé diabético” reúne problemas nos pés relacionados ao diabetes, como perda de sensibilidade, alterações da circulação e úlceras. Uma úlcera é uma ferida que rompe a continuidade da pele e pode alcançar camadas profundas. Ter diabetes não significa que ela seja inevitável; reconhecer os fatores de risco permite agir antes e tratar mais cedo.
Imagine uma pessoa que usa um sapato novo e desenvolve uma pequena bolha. Se os nervos não transmitem bem o aviso da dor, ela pode continuar caminhando. A mesma área recebe atrito e pressão repetidamente. Se também há dificuldade para o sangue chegar ao pé, a reparação encontra mais um obstáculo. Esse exemplo é hipotético, mas mostra por que o tamanho aparente da ferida conta apenas parte da história. NIDDK: diabetes e problemas nos pés
O exame considera o local, a profundidade, o tempo de evolução, a circulação e os sinais de infecção. Uma fotografia pode ajudar a comparar mudanças, mas não revela tudo isso. O cuidado começa pela avaliação do pé e da pessoa, incluindo o modo de caminhar, as condições clínicas e as dificuldades práticas para seguir o tratamento.
Sensibilidade, circulação e pressão têm funções diferentes
Sensibilidade: o aviso pode falhar
A neuropatia periférica é uma alteração dos nervos. Ela pode provocar queimação, formigamento, dormência ou redução da percepção de dor e temperatura. Um machucado pode existir sem causar o desconforto esperado. A pessoa também pode sentir dor causada pela neuropatia e, ao mesmo tempo, ter dificuldade para perceber um trauma em determinada região. CDC: alterações dos nervos no diabetes
Circulação: o sangue precisa chegar
A doença arterial periférica pode estreitar ou obstruir as artérias que levam sangue ao pé. Menos fluxo significa menor entrega de oxigênio e nutrientes. Isso é diferente da perda de sensibilidade, embora os dois problemas possam coexistir. A equipe avalia pulsos e, conforme o caso, solicita Doppler, medidas de pressão nos dedos e outros exames. Em pessoas com diabetes, algumas artérias são pouco compressíveis, tornando insuficiente confiar em uma única medida. IWGDF: avaliação vascular
Pressão: o dano pode se repetir a cada passo
Calos, deformidades e a distribuição do peso podem concentrar carga em uma área pequena. O movimento dentro do calçado também produz atrito e forças que deslocam as camadas da pele. Uma ferida sob o pé continua sofrendo agressões ao caminhar, mesmo protegida por um curativo. Reduzir essa carga é essencial para permitir o reparo. IWGDF: alívio de pressão
O plano que dá condições para a ferida cicatrizar
O tratamento organiza cuidados com objetivos diferentes. A equipe pode envolver profissionais da área de feridas, diabetes, circulação, infecção, cirurgia e medicina hiperbárica, conforme as necessidades. Essa descrição explica um modelo de cuidado; não significa que todas essas especialidades sejam oferecidas na mesma unidade.
| Frente de cuidado | O que ela procura resolver |
|---|---|
| Alívio da pressão | Reduzir a agressão repetida sobre a área lesionada. |
| Cuidado local | Preparar o leito da ferida e escolher uma cobertura que proteja e controle a umidade. |
| Controle da infecção | Tratar a infecção diagnosticada, com medicamentos e procedimentos apropriados. |
| Avaliação vascular | Identificar restrições ao fluxo e melhorar a chegada de sangue quando necessário. |
| Saúde geral | Acompanhar glicemia, nutrição, tabagismo e outras condições que interferem na recuperação. |
| Terapia hiperbárica | Aumentar a oferta de oxigênio e apoiar os processos de defesa e reparação. |
Em algumas feridas, é necessário retirar tecido desvitalizado, procedimento chamado desbridamento. Em outras, o problema vascular exige revascularização. A ordem e a combinação dependem do exame; a presença de infecção ou isquemia importante pode tornar o atendimento urgente. IWGDF: abordagem prática do pé diabético
Proteger do peso ajuda a aproveitar o cuidado com oxigênio
O alívio de pressão, também chamado descarga ou offloading, procura reduzir o esforço mecânico na ferida. Para muitas úlceras na planta do pé, dispositivos que chegam até o joelho distribuem melhor a carga e limitam movimentos que mantêm a lesão. Modelos removíveis ou não removíveis são escolhidos conforme circulação, infecção, tolerância, equilíbrio e segurança.
Uma palmilha comum ou um sapato aparentemente confortável nem sempre oferece a proteção necessária para uma úlcera ativa. A ilustração deste guia mostra o princípio de redistribuir a carga, e não um modelo para improvisar em casa. O dispositivo deve ser ajustado e acompanhado pela equipe. IWGDF: escolha e uso de dispositivos de descarga
Para entender a associação com a hiperbárica, pense em duas tarefas simultâneas: criar condições para o tecido reparar e evitar que ele seja novamente machucado. A oferta de oxigênio ajuda a atividade celular; a proteção mecânica ajuda a conservar o que está sendo reconstruído. Durante o tratamento, vale esclarecer como se deslocar, apoiar o pé e usar o dispositivo em todas as situações orientadas.

Da respiração ao tecido: o caminho do oxigênio
1. Respirar oxigênio em um ambiente pressurizado
Na câmara multiplace, a pessoa respira oxigênio por um dispositivo individual. A maior pressão eleva a pressão parcial do oxigênio inspirado — em linguagem simples, aumenta a disponibilidade desse gás para passar dos pulmões ao sangue. A equipe controla a exposição e acompanha a sessão. Mayo Clinic: como a terapia funciona
2. Passar dos alvéolos ao sangue
Os alvéolos são pequenas estruturas dos pulmões onde ocorre a troca de gases com capilares muito próximos. O oxigênio atravessa essa barreira fina e chega ao sangue. A câmara não aplica oxigênio diretamente sobre a ferida: o percurso começa pela respiração.
3. Viajar nas hemácias e dissolvido no plasma
A maior parte do oxigênio é transportada ligada à hemoglobina, proteína dentro das hemácias. Outra parte está dissolvida no plasma. Sob maior pressão de oxigênio, essa parcela dissolvida aumenta bastante. Assim, o tratamento acrescenta uma via de transporte que vai além do oxigênio ligado à hemoglobina. A quantidade de hemácias não precisa aumentar durante a sessão para que isso aconteça. Thom: mecanismos da oxigenoterapia hiperbárica
4. Chegar às células próximas da ferida
A circulação transporta o sangue oxigenado. Nos pequenos vasos, o oxigênio difunde-se para os tecidos, seguindo diferenças de disponibilidade. A OHB amplia essa oferta às áreas vivas que ainda podem responder ao tratamento. A hiperbárica melhora a oferta de oxigênio; a revascularização, quando necessária, trata a dificuldade de chegada do sangue. O oxigênio adicional não abre uma artéria obstruída. UHMS: cuidado integrado das úlceras diabéticas

Benefício 1: apoio às células de defesa
As células de defesa precisam reconhecer, envolver e combater microrganismos. Os neutrófilos, por exemplo, utilizam oxigênio em parte de sua atividade antimicrobiana. Um tecido com oxigenação muito baixa pode não oferecer boas condições para esse trabalho.
O aporte de oxigênio é uma forma de apoiar o ambiente em que a defesa ocorre. Pesquisas celulares investigam como a exposição hiperbárica modifica a atividade dessas células e sua interação com bactérias. São mecanismos que ajudam a compreender o tratamento, sem significar que o gás esterilize a ferida ou substitua o tratamento da infecção. Estudo experimental com células semelhantes a neutrófilos
A defesa acontece de forma contínua, em interação com os demais cuidados da ferida. Melhorar a disponibilidade de oxigênio ajuda a oferecer condições para esse trabalho, enquanto o tratamento da infecção controla os microrganismos e suas consequências no tecido.

Benefício 2: suporte aos fibroblastos e ao colágeno
Os fibroblastos participam da construção da matriz que sustenta o tecido em reparação. Eles produzem componentes dessa estrutura, entre eles o colágeno. Para o paciente, isso ajuda a entender por que a cicatrização exige trabalho celular contínuo, e não apenas o ressecamento da superfície.
O oxigênio participa de etapas necessárias à formação e organização dessa matriz. Em estudo de laboratório, fibroblastos obtidos de pele normal e de úlceras crônicas de pessoas com diabetes apresentaram resposta proliferativa à exposição hiperbárica. É uma evidência de mecanismo, útil para explicar o suporte à reparação; não é uma previsão de prazo de fechamento de uma ferida. Brismar e colaboradores: fibroblastos e oxigênio hiperbárico
À medida que a ferida evolui, a equipe observa o tecido de granulação, um tecido novo, vascularizado, que participa do preenchimento da lesão. Depois, células da pele podem avançar sobre uma superfície adequada. Profundidade, circulação e infecção influenciam o percurso. O ganho buscado com a OHB é dar suporte a esses processos, em conjunto com o cuidado local.

Benefício 3: apoio à formação de pequenos vasos
Reconstruir tecido também envolve desenvolver uma rede de pequenos vasos, processo chamado angiogênese. Esses vasos ajudam a sustentar o tecido que está sendo formado. Isso ocorre gradualmente e não deve ser confundido com desobstruir de imediato as artérias maiores.
Estudos sobre oxigênio hiperbárico investigam sinais e células relacionados à angiogênese. Um estudo clínico com pessoas com doença arterial periférica encontrou mudanças em marcadores desse processo e em medidas de perfusão após o tratamento. Por ser um estudo mecanístico, esses achados não podem ser convertidos em uma taxa de cicatrização de pé diabético. Lin e colaboradores: células progenitoras, angiogênese e perfusão
A mensagem prática é que a hiperbárica procura apoiar o ambiente de reparação em mais de uma etapa: oxigenar agora e favorecer processos celulares envolvidos na reconstrução ao longo do tratamento. Isso explica por que as sessões fazem parte de um plano acompanhado, com reavaliações da ferida e da circulação.
Em quais feridas a contribuição da hiperbárica é mais relevante?
A avaliação considera a profundidade e a evolução da lesão, a circulação, os tratamentos já realizados e as condições para completar as sessões. O nome “pé diabético”, sozinho, não descreve todas essas características.
A IWGDF orienta considerar a OHB como complemento em úlceras isquêmicas ou neuroisquêmicas que não respondem ao cuidado padrão. Isquemia significa circulação insuficiente; neuroisquemia combina esse problema com alterações dos nervos. IWGDF: cicatrização, recomendação 12
A diretriz da UHMS contempla determinados casos de úlceras profundas e complexas, incluindo situações após desbridamento cirúrgico e feridas sem melhora significativa após um período de cuidado adequado. Essas classificações são ferramentas da equipe, e não um motivo para a pessoa esperar antes de procurar atendimento. UHMS: diretriz clínica de úlceras diabéticas
Se houver infecção, seu tratamento ocorre com as medidas apropriadas à gravidade. A IWGDF/IDSA diferencia o uso da hiperbárica para apoiar uma ferida que reúne critérios próprios do uso apenas para tratar uma infecção. A diretriz brasileira também discute seu papel adjuvante em situações graves com isquemia ou suspeita de anaeróbios. Essa diversidade de cenários reforça a importância do plano integrado. IWGDF/IDSA · Sociedade Brasileira de Diabetes, edição 2026
O que a pesquisa clínica acrescenta à explicação
O conhecimento sobre células e oxigênio explica como a terapia pode atuar. Os estudos clínicos investigam o que acontece com as pessoas tratadas, como fechamento da úlcera, preservação do membro e qualidade de vida. Esses são níveis diferentes de evidência.
No ensaio HODFU, que comparou OHB e tratamento simulado junto ao cuidado da ferida, houve mais cicatrização completa no grupo que recebeu OHB ao final de um ano: 25 de 48 participantes, em comparação com 12 de 42. O resultado se refere à população e às condições daquele estudo, não a uma taxa de sucesso da OMNA. Löndahl e colaboradores, 2010
Outros ensaios, como o DAMO2CLES, não encontraram uma diferença clara nos principais desfechos no conjunto dos participantes. Por isso, a leitura responsável reúne estudos, características da ferida e possibilidade de cumprir o tratamento. O benefício é buscado com uma escolha bem fundamentada e acompanhamento, sem uma promessa uniforme de resultado. Santema e colaboradores, DAMO2CLES
Como se preparar e o que acontece nas sessões
Na avaliação, leve informações sobre a ferida, curativos, exames de circulação, cirurgias, medicamentos e controle do diabetes. Relate problemas de ouvido ou pulmão e desconforto em espaços fechados. Esses dados ajudam a organizar o tratamento e os cuidados de segurança.
Durante a pressurização, pode surgir sensação de ouvido tampado, semelhante à mudança de altitude. A equipe orienta como equilibrar a pressão e acompanha qualquer desconforto. Nas câmaras multiplace, o oxigênio é recebido por um dispositivo individual. É importante respeitar as orientações sobre roupas, produtos e objetos permitidos no ambiente. Mayo Clinic: preparo e acompanhamento
Para quem tem diabetes, a organização da alimentação, dos medicamentos e da verificação da glicemia merece atenção, pois podem ocorrer variações durante o tratamento. Não faça ajustes por conta própria. O número e a frequência das sessões fazem parte da prescrição e da reavaliação, considerando a evolução da lesão e a tolerância ao plano.
O acompanhamento também procura prevenir e identificar efeitos como desconforto por pressão nos ouvidos, alterações visuais geralmente temporárias e, raramente, efeitos da exposição ao oxigênio. A supervisão e os protocolos de segurança fazem parte do tratamento, assim como o cuidado com a ferida entre as sessões.
Como a equipe reconhece que o tratamento está avançando
O acompanhamento compara medidas e características da ferida ao longo do tempo: área, profundidade, tipo de tecido, secreção, bordas e pele ao redor. Também verifica a circulação, sinais de infecção, uso da descarga e condições gerais. Uma foto mais clara ou uma superfície aparentemente seca não bastam para concluir que houve cicatrização.
Nas reavaliações, vale observar o que mudou no conjunto. A ferida pode estar formando tecido novo, mas continuar recebendo pressão excessiva ao caminhar. Pode haver melhora local e ainda ser necessário rever a circulação. A equipe usa essas informações para ajustar as frentes do tratamento, inclusive a continuidade da OHB. IWGDF: monitoramento e tratamento da úlcera
Peça para entender o objetivo da etapa atual: controlar uma infecção, preparar o leito da ferida, favorecer a granulação ou acompanhar o fechamento. Ter um objetivo claro ajuda a pessoa e sua família a reconhecer o papel de cada cuidado e a organizar a rotina.
Depois que fecha, a proteção continua
Uma ferida anterior merece atenção mesmo após o fechamento. Inspecione diariamente a planta, o calcanhar, o dorso e os espaços entre os dedos, usando espelho ou ajuda quando necessário. Observe alterações novas de pele, calçados e meias. A perda de sensibilidade pode continuar presente.
Use a proteção e os calçados orientados pela equipe. Evite andar descalço e não retire calos com lâminas ou produtos corrosivos. Lave e seque os pés com cuidado; converse sobre hidratação da pele e cuidados com as unhas. Se enxergar ou alcançar os pés for difícil, organize apoio. CDC: cuidados com os pés
A OHB se relaciona ao tratamento de determinadas lesões; não substitui essa rotina preventiva nem é necessária para toda pessoa que tem diabetes. O cuidado continuado busca conservar a pele íntegra, a mobilidade e a autonomia. Veja também o guia Rotina dos pés.
Perguntas frequentes
A hiperbárica leva oxigênio à ferida sem precisar da circulação?
O sangue continua sendo o caminho de transporte. O tratamento aumenta a disponibilidade de oxigênio, inclusive a parcela dissolvida no plasma, e sua passagem aos tecidos. Por isso, avaliar o fluxo e corrigir problemas vasculares importantes continua fazendo parte do plano.
Respirar oxigênio em casa produz o mesmo efeito?
A OHB combina oxigênio e pressão em uma câmara própria, com prescrição e supervisão. Isso é diferente de receber oxigênio fora de uma câmara e também de aplicar oxigênio diretamente sobre a ferida por dispositivos tópicos. São modalidades distintas.
O tratamento regenera os nervos e devolve a sensibilidade?
O foco deste tratamento é apoiar a oxigenação e a cicatrização das lesões que se beneficiam da OHB. Não se deve presumir que a sensibilidade se normalizou porque a ferida melhorou. A proteção contra trauma e a inspeção continuam necessárias.
A hiperbárica pode ajudar a evitar uma amputação?
Preservar o membro é um objetivo do tratamento completo, e a OHB pode participar desse esforço ao apoiar a recuperação de feridas complexas. A decisão depende também da viabilidade dos tecidos, da circulação e do controle da infecção. Não é possível garantir que uma terapia isolada evite amputação em todos os casos.
Preciso esperar a ferida piorar para procurar a OMNA?
Não. Uma avaliação precoce ajuda a compreender os obstáculos à cicatrização e a organizar o cuidado. Leve informações da equipe que já acompanha o caso. Se houver sinais de urgência, procure atendimento imediato.
Posso interromper a proteção do pé quando começar as sessões?
A descarga e os curativos continuam conforme a orientação recebida. O oxigênio apoia os processos celulares, enquanto a proteção ajuda a evitar novas agressões à mesma área. Pergunte como conciliar deslocamentos, sessões e atividades diárias.
Leve suas dúvidas e entenda o objetivo do cuidado
- Como estão a circulação, a sensibilidade e a profundidade da minha lesão?
- O que hoje mais dificulta a cicatrização?
- Que contribuição a hiperbárica pode oferecer ao meu tratamento?
- Como vou proteger o pé e organizar a glicemia nos dias de sessão?
- Que mudanças serão acompanhadas e quando o plano será reavaliado?
Oxigenar, apoiar a defesa e favorecer a reconstrução do tecido: esse é o papel da hiperbárica que a OMNA procura tornar compreensível. Converse com a equipe sobre a lesão, os cuidados em andamento e como integrar o tratamento à sua rotina.
Continue a leitura em Terapia hiperbárica: o que acontece antes, durante e depois.
Do pé às células: vídeos explicativos
Como a lesão acontece — e como o cuidado protege o pé
1:15 · Narração com a voz da OMNA · Legendas incorporadas
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Uma ferida envolve mais que a pele
Uma ferida no pé de quem tem diabetes pode envolver sensibilidade, circulação e pressão. Entender essas diferenças ajuda a cuidar melhor.
O aviso da dor pode falhar
A neuropatia pode reduzir o aviso da dor. Assim, uma bolha ou um pequeno trauma passa despercebido, e a pessoa continua apoiando o pé.
A carga se repete a cada passo
A pressão repetida agride a mesma região. Mesmo um bom curativo precisa ser acompanhado de proteção contra essa carga.
A circulação entrega recursos
Quando a circulação está comprometida, chega menos sangue com oxigênio e nutrientes. Por isso, avaliar os vasos faz parte do tratamento.
Cada cuidado tem uma função
O plano reúne cuidado da ferida, controle da infecção e da glicemia, avaliação vascular e alívio de pressão. Essas frentes se complementam.
Onde a hiperbárica participa
A terapia hiperbárica aumenta o oxigênio disponível aos tecidos e apoia a defesa celular e a formação de colágeno, componentes importantes da cicatrização.
Reconhecer sinais de urgência
Piora rápida, vermelhidão se espalhando, escurecimento, febre ou mal-estar exigem atendimento imediato. A falta de dor não exclui gravidade.
Entender para participar do cuidado
Converse com a equipe da OMNA sobre o papel da hiperbárica no seu cuidado. Veja no próximo vídeo como o oxigênio chega às células.
Da câmara ao tecido: o papel da hiperbárica na cicatrização
1:49 · Narração com a voz da OMNA · Legendas incorporadas
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Oxigênio para o tecido em reparação
Na ferida do pé diabético, as células precisam de oxigênio para trabalhar. A terapia hiperbárica amplia essa oferta e apoia processos de defesa e reparação.
A combinação de oxigênio e pressão
Na câmara multiplace, a pessoa respira oxigênio por um dispositivo individual, em um ambiente com pressão maior que a habitual.
Dos pulmões ao sangue
Nos pulmões, o oxigênio atravessa a parede fina dos alvéolos e chega ao sangue que circula nos capilares.
A hemoglobina continua transportando
Parte do oxigênio se liga à hemoglobina, dentro das hemácias. Elas continuam transportando esse gás pela circulação.
O ganho no plasma
Outra parte fica dissolvida no plasma, o líquido do sangue. Sob maior pressão de oxigênio, essa parcela aumenta bastante, ampliando sua disponibilidade.
Do capilar às células
A circulação leva o sangue até perto da ferida. Dos capilares, o oxigênio se difunde para os tecidos e fica disponível às células.
Apoio à defesa celular
Os neutrófilos utilizam oxigênio em mecanismos de defesa contra microrganismos. Melhorar a oxigenação ajuda a oferecer condições para esse trabalho.
Apoio à construção de colágeno
Os fibroblastos produzem componentes da matriz, como o colágeno. O oxigênio participa das etapas que ajudam a formar e organizar esse tecido de sustentação.
Uma rede que acompanha o reparo
A hiperbárica também pode favorecer processos ligados à formação de pequenos vasos, que ajudam a sustentar o tecido em recuperação ao longo do tratamento.
Cuidado combinado
O tratamento combina esses benefícios com curativos, alívio da pressão, controle da glicemia e atenção à circulação. A evolução da ferida orienta as reavaliações.
Converse com a equipe
Na OMNA, você pode esclarecer como a terapia hiperbárica participa desse plano. Acesse o guia completo e leve suas dúvidas à avaliação.
Animações e personagens sintéticos para fins educativos; representações sem escala.
O guia para ler e guardar
Onze páginas com o texto revisado, as imagens e as referências.
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Texto produzido e revisado por Carlos Alberto de Assis Junior — CRM 150117-SP.
Conteúdo educativo com fontes vinculadas. Ilustrações sintéticas e representações sem escala.
